Estela prepara uma mochila com fraldas e comida, pega a Alberto e se dirige ao hospital.
Lá chegando, encontra a Álvaro, cansado e com sono. Estela fica chocada ao ser informada de que Ana tinha sido transferida para a UTI onde teria atenção permanente. Álvaro já não agüentava mais e foi para a casa com Alberto nos braços. As horas passavam e Estela já havia fumado doze cigarros, ansiosa para saber algo de Ana. Sete horas passaram e Estela ainda não sabia nada. Um médico do corpo clinico do hospital estava passando por um corredor do hospital e reconheceu a Estela, aproximou-se e sussurrou:
- Primeiro lugar na feira de ciências do colégio há 12 anos, nosso projeto era fantástico!
Ao girar-se, Estela vê a Renato, um amigo do colégio e entre a conversa ele diz que esta fazendo estagio naquele hospital e se dispõe a ajudá-la no que fosse preciso. Sem pensar, Estela pergunta por uma paciente que havia sido transferida para a UTI naquela manhã após um parto.
Renato logo afirma que uma paciente havia sido transferida para a UTI com ferimentos na cabeça, tórax e pernas. Seu nome se não me engano era Ana, você a conhece?
Estela não se conteve em lagrimas e suplicou a Renato que fizesse algo por ela, agarrando-se em seu guarda-pó. Renato a abraça e delicadamente recomenda a Estela que voltasse para casa e que a comunicaria assim que tivesse alguma noticia positiva de Ana.
E assim, Estela acatou as recomendações de Renato e deixou o hospital com o coração apertado por saber que Ana poderia precisa dela em qualquer momento. Ao chegar em casa, encontra a Alberto dormindo tranqüilamente em seu berço e ao lado, Álvaro cochilava no sofá. Estela tomou um banho e foi preparar o jantar. Álvaro acordou com o ruído dos pratos e foi ver a Estela.
- Que dias estamos tendo. Diz Álvaro.
Estela o abraça e o beija, dizendo-lhe
- Tudo vai acabar bem!
Duas semanas passaram, Ana estava trabalhando quando seu celular soa. Sem dar importância, deixa-o soar varias vezes. Na quinta vez que o telefone soa, Ana o atende. Era Renato.
Renato perguntava se ela ou Álvaro poderiam passar para pegar ao bebe de Ana, pois ela ainda permanecia na UTI.
Naquela mesma tarde Álvaro vai para o hospital e no balcão de informações pergunta por um medico chamado Renato.
Enquanto chamavam a Renato, Álvaro permanecia na sala de espera.
Rapidamente aparece um homem vestido de branco que se dirigia a Álvaro.
- Você deve ser Álvaro, o esposo de Estela!
- Sim, sou eu. Responde Álvaro.
- Sinto informar que o quadro clínico de Ana não era favorável e que não tinha muitas possibilidades de vida. Naquela manhã que você esteve aqui, Ana foi transladada com urgência para a UTI onde permaneceu em estado de coma até esta manhã, quando diagnosticamos a morte cerebral devido ao forte impacto na cabeça e apesar de nossos esforços, não resistiu.
Esta noticia deixou a Álvaro sem saber o que fazer!
Renato continuou:
Em relação ao bebe, será colocado para adoção. Como conheço a Estela e a você e sei que Ana era amiga da família, facilitarei a adoção para vocês como prioridade. A única coisa que vocês tem a fazer é assinar um termo de responsabilidade no qual responsabiliza a você e a Estela como tutores deste bebe.
terça-feira, 7 de outubro de 2008
sábado, 9 de agosto de 2008
Escolha decisiva
Estela prepara a maleta de Ana e Álvaro sai a procura da chave do carro sem encontra-la. Estela se lembra que Álvaro tinha uma cópia da chave do carro em alguma das gavetas da mesa do escritório. Álvaro desce correndo as escadarias, descendo do quinto andar até a garagem, pois o elevador estava desativado para manutenção naquele dia.
Ao chegar na garagem quase sem fôlego, Álvaro se depara com seu carro e dois pneus furados. Não havia tempo para trocá-los.
Álvaro sai desesperado na rua a procura de um táxi, a lua vigiava a noite fria de inverno de uma cidade vazia. Após quase uma hora procurando um táxi sem sucesso, Álvaro decide chamar uma ambulância. Correu alguns quilômetros e ao chegar na portaria percebeu que durante a corrida havia perdido as chaves de casa.
Álvaro desesperado, ao chamar pelo interfone, escuta a sirene de uma ambulância que vinha rapidamente em sua direção. Ao ver o veiculo aproximar-se, sinaliza com a mão para que o ajudassem mas a ambulância passou diretamente, sem sequer dar atenção a Álvaro. Já haviam passado duas horas, Ana já não suportava a situação e desceu para a rua por sua própria vontade. Estela saiu correndo atrás de Ana, mas já era tarde. Enquanto Ana descia as escadas, escutava a Estela chamar por seu nome e ao girar-se, tropeçou nos degraus da escada, caindo inconsciente ao chão.
Estela, chama ao celular de Álvaro, estava sem bateria. Neste momento, Estela deixa a Alberto sozinho em casa, desce as escadas e quando estava chegando ao segundo andar vê a Ana caída e inconsciente. Desesperada, acorda a Antonio, um vizinho que era seu amigo e sem pedir licença, entra em sua casa e implora por sua ajuda.
Antonio não tinha carro, mas assim mesmo ofereceu sua moto para que Álvaro a levasse ao hospital. Álvaro, sem saber o que fazer, salta o muro da rua para dentro do pátio do prédio e ao subir a sua casa encontra a Estela e Antonio. Sem saber o que estava acontecendo, pergunta o que Estela estava fazendo na casa de Antonio a essa hora. Neste momento, Álvaro olha para trás e vê a Ana no chão. Corre em direção a Ana e a pega nos braços.
Desce as escadas e ao chegar na portaria, teve a sorte de encontrar a Julio um vizinho que chegava com seu carro. Álvaro corre a ele e pede ajuda. Julio acabara de sair de uma festa e estava bêbado. Álvaro sem dar explicações, deixa a Ana no assento do passageiro, retira a Julio do volante passando-o ao assento traseiro. Álvaro entra no carro e vai diretamente ao hospital.
Chegando ao hospital, Ana foi prontamente atendida pelos enfermeiros e levada urgentemente ao centro cirúrgico. Álvaro chama ao celular de Estela desde um telefone publico informando que já estava no hospital com Ana e que estava tudo bem.
As horas passavam, a noite era cada vez mais fria e Álvaro já estava cansado, sem forças. Sentou-se numa cadeira e cochilou.
Quando já amanhecia o dia, Álvaro foi acordado por uma enfermeira do hospital que atendeu a Ana assim que havia chegado.
A enfermeira não trazia um sorriso no rosto. Chegou a mim e perguntou se eu era o pai e marido de Ana. Álvaro responde que era um amig da família. A enfermeira pediu para que o acompanhasse ao berçário, onde através dos vidros podia ver ao filho de Ana e Rodolfo dormindo entre vários outros bebes.
Álvaro emocionou-se ao ver o filho de seu melhor amigo que acabara de nascer. Em seguida, se aproxima um médico vestido de branco, com touca, mascara e luvas, pára-se ao lado de Álvaro e comenta:
- Seu filho está dormindo tranqüilamente ali! – Afirma o médico!
Álvaro logo responde:
- Não doutor, não é meu filho!
- Ele é filho de um amigo meu que morreu num acidente ha pouco tempo atrás e sua mulher esta internada aqui, eu a trouxe essa noite para cá!
O médico, desconcertado diz:
- Álvaro, a Ana chegou ontem a noite aqui varias horas depois de haver entrado em trabalho de parto. Chegou desmaiada devido a um forte golpe na cabeça. O parto foi complicado pois Ana estava em estado grave. O bebê nasceu saudável, mas o quadro clinico de Ana está complicado!
Álvaro, chocado com o que ouviu pergunta:
- Doutor, a Ana corre algum risco de vida?
O médico responde:
- A Ana teve algumas fraturas no crânio, pernas e tórax devido a uma queda, provavelmente em alguma escada. Está em estado de coma e as possibilidades de vida estão a quinze por cento.
Álvaro não pode vê-la. Neste momento, chama ao telefone de sua casa e comunica o ocorrido a Estela. Ao ouvir a noticia, as lagrimas...
Ao chegar na garagem quase sem fôlego, Álvaro se depara com seu carro e dois pneus furados. Não havia tempo para trocá-los.
Álvaro sai desesperado na rua a procura de um táxi, a lua vigiava a noite fria de inverno de uma cidade vazia. Após quase uma hora procurando um táxi sem sucesso, Álvaro decide chamar uma ambulância. Correu alguns quilômetros e ao chegar na portaria percebeu que durante a corrida havia perdido as chaves de casa.
Álvaro desesperado, ao chamar pelo interfone, escuta a sirene de uma ambulância que vinha rapidamente em sua direção. Ao ver o veiculo aproximar-se, sinaliza com a mão para que o ajudassem mas a ambulância passou diretamente, sem sequer dar atenção a Álvaro. Já haviam passado duas horas, Ana já não suportava a situação e desceu para a rua por sua própria vontade. Estela saiu correndo atrás de Ana, mas já era tarde. Enquanto Ana descia as escadas, escutava a Estela chamar por seu nome e ao girar-se, tropeçou nos degraus da escada, caindo inconsciente ao chão.
Estela, chama ao celular de Álvaro, estava sem bateria. Neste momento, Estela deixa a Alberto sozinho em casa, desce as escadas e quando estava chegando ao segundo andar vê a Ana caída e inconsciente. Desesperada, acorda a Antonio, um vizinho que era seu amigo e sem pedir licença, entra em sua casa e implora por sua ajuda.
Antonio não tinha carro, mas assim mesmo ofereceu sua moto para que Álvaro a levasse ao hospital. Álvaro, sem saber o que fazer, salta o muro da rua para dentro do pátio do prédio e ao subir a sua casa encontra a Estela e Antonio. Sem saber o que estava acontecendo, pergunta o que Estela estava fazendo na casa de Antonio a essa hora. Neste momento, Álvaro olha para trás e vê a Ana no chão. Corre em direção a Ana e a pega nos braços.
Desce as escadas e ao chegar na portaria, teve a sorte de encontrar a Julio um vizinho que chegava com seu carro. Álvaro corre a ele e pede ajuda. Julio acabara de sair de uma festa e estava bêbado. Álvaro sem dar explicações, deixa a Ana no assento do passageiro, retira a Julio do volante passando-o ao assento traseiro. Álvaro entra no carro e vai diretamente ao hospital.
Chegando ao hospital, Ana foi prontamente atendida pelos enfermeiros e levada urgentemente ao centro cirúrgico. Álvaro chama ao celular de Estela desde um telefone publico informando que já estava no hospital com Ana e que estava tudo bem.
As horas passavam, a noite era cada vez mais fria e Álvaro já estava cansado, sem forças. Sentou-se numa cadeira e cochilou.
Quando já amanhecia o dia, Álvaro foi acordado por uma enfermeira do hospital que atendeu a Ana assim que havia chegado.
A enfermeira não trazia um sorriso no rosto. Chegou a mim e perguntou se eu era o pai e marido de Ana. Álvaro responde que era um amig da família. A enfermeira pediu para que o acompanhasse ao berçário, onde através dos vidros podia ver ao filho de Ana e Rodolfo dormindo entre vários outros bebes.
Álvaro emocionou-se ao ver o filho de seu melhor amigo que acabara de nascer. Em seguida, se aproxima um médico vestido de branco, com touca, mascara e luvas, pára-se ao lado de Álvaro e comenta:
- Seu filho está dormindo tranqüilamente ali! – Afirma o médico!
Álvaro logo responde:
- Não doutor, não é meu filho!
- Ele é filho de um amigo meu que morreu num acidente ha pouco tempo atrás e sua mulher esta internada aqui, eu a trouxe essa noite para cá!
O médico, desconcertado diz:
- Álvaro, a Ana chegou ontem a noite aqui varias horas depois de haver entrado em trabalho de parto. Chegou desmaiada devido a um forte golpe na cabeça. O parto foi complicado pois Ana estava em estado grave. O bebê nasceu saudável, mas o quadro clinico de Ana está complicado!
Álvaro, chocado com o que ouviu pergunta:
- Doutor, a Ana corre algum risco de vida?
O médico responde:
- A Ana teve algumas fraturas no crânio, pernas e tórax devido a uma queda, provavelmente em alguma escada. Está em estado de coma e as possibilidades de vida estão a quinze por cento.
Álvaro não pode vê-la. Neste momento, chama ao telefone de sua casa e comunica o ocorrido a Estela. Ao ouvir a noticia, as lagrimas...
domingo, 3 de agosto de 2008
Escolha decisiva
As lágrimas não se contiveram e escorriam de forma continua pela face de Álvaro, que se aproximou rapidamente ao corpo quase sem vida de seu melhor amigo, que respirava com muita dificuldade.
Álvaro o abraçou e dizia baixinho ao ouvido de Rodolfo:
- Agüenta firme amigão, nos vamos tirar você daqui. A Ana te espera ansiosa.
Rodolfo, quase sem fôlego, se esforça para dizer suas ultimas palavras:
- Álvaro, meu amigo! Você é como um irmão para mim.
Diga a Ana que eu a amo e que se eu não sobreviver a esse acidente, ajude a Ana a superar a minha morte e quando meu filho perguntar por mim, diga que eu o amo muito!
Mostra-lhe minhas fotos com Ana ao meu filho, para que ele saiba que foi seu pai e se ele perguntar por mim, diga-lhe quem fui mas não diga como foi meu trágico fim.
Os bombeiros apartaram a Álvaro de Rodolfo, com a intenção de tentar salvar sua vida.
Após proferir essas palavras, Rodolfo já não tinha forças para nada.
Acabara de falecer
Álvaro não acreditava no que estava acontecendo diante de seus olhos. E num momento de desespero grita:
- Não, Rodolfo, você não pode ir agora! Todos nos te esperamos!
Como Álvaro estava demorando para voltar, Estela saiu a procura de seu esposo.
Estela ficou chocada ao ver aquilo tudo, viu a Álvaro chorando e gritando desesperadamente correndo em sua direção.
Estela sem entender direito o que estava acontecendo, diz:
- Amor, o que aconteceu?
Álvaro entre lagrimas e soluços, responde:
- O Rodolfo, o Rodolfo...
Estela abraça a Álvaro e voltam a igreja, cabisbaixos.
Ana os vê chegando e logo pergunta:
- Álvaro?
- Estela?
- O que esta acontecendo, onde esta o Rodolfo, deveria estar aqui a quase quarenta minutos!
Estela abraça a Ana e em prantos diz:
- Ele se foi!
Ana transtornada, sem saber querer imaginar o pior, pergunta:
- O que?
- Como assim?
Álvaro se aproxima a Ana e mostra sua camisa com manchas de sangue.
- Ana, o Rodolfo, o Rodolfo faleceu naquele acidente!
Sem reação, Ana baixa a cabeça e repete o nome de seu falecido noivo duas vezes, uma lágrima escorre por seu rosto e caminha lentamente em direção a multidão.
Ao chegar, vê sobre o asfalto o que sobrou de um carro e ao lado o corpo de Rodolfo sem vida, coberto por uma manta térmica.
Ana entra em estado de choque e rapidamente foi atendida pelos enfermeiros da ambulância que atendia os feridos no acidente.
Todos os convidados abandonaram a igreja e foram ver o que havia ocorrido. Espantados, os convidados voltam a igreja e rezam pela alma de um homem que faleceu minutos antes de seu casamento.
Ninguém tinha motivos para continuar ali. Os convidados deram seus sentimentos à Ana e se foram, mas Álvaro e Estela continuaram até o fim. Aquela noite, Ana passou a noite com Álvaro e Estela. No dia seguinte, todos estavam cansados, pois ninguém dormiu. Estela estava dando apoio a Ana e as imagens de seu melhor amigo agonizando em seus braços não saía da cabeça de Álvaro. Mesmo assim, os três foram preparam o velório de Rodolfo, que merecia ser velado com todo o respeito.
Na mesma tarde do velório, Rodolfo foi sepultado. Ana, grávida de 6 meses não agüentou ficar até o final do sepultamento e teve que ser levada urgentemente ao hospital, sofria ameaça de aborto. Foi internada no hospital por 8 dias, onde foi atendida por médicos, psicólogos, ginecologistas entre outros profissionais do hospital. Ao receber a alta do corpo clinico, voltou a casa de Álvaro e Estela onde passou o resto do tempo de gestação.
As horas passavam, os dias passavam e Ana estava cada vez mais afogada numa depressão. Pouco a pouco com a ajuda de psicólogos, Ana se recuperava lentamente da perda do pai de seu filho.
Uma noite, Estela preparou um belo jantar, onde procurava reanimar a Ana e tentar reincorpora-la ao ritmo de vida que sempre levava. Após o jantar, Ana se sentia um pouco enjoada, pediu licença e foi recostar uns minutinhos. Álvaro estava vendo um filme com Estela na sala quando escutam a Ana gritando.
Ao chegar no quarto de Ana, Estela a vê com contrações, corre e avisa a Álvaro. Os três saem correndo em direção ao hospital.
Álvaro o abraçou e dizia baixinho ao ouvido de Rodolfo:
- Agüenta firme amigão, nos vamos tirar você daqui. A Ana te espera ansiosa.
Rodolfo, quase sem fôlego, se esforça para dizer suas ultimas palavras:
- Álvaro, meu amigo! Você é como um irmão para mim.
Diga a Ana que eu a amo e que se eu não sobreviver a esse acidente, ajude a Ana a superar a minha morte e quando meu filho perguntar por mim, diga que eu o amo muito!
Mostra-lhe minhas fotos com Ana ao meu filho, para que ele saiba que foi seu pai e se ele perguntar por mim, diga-lhe quem fui mas não diga como foi meu trágico fim.
Os bombeiros apartaram a Álvaro de Rodolfo, com a intenção de tentar salvar sua vida.
Após proferir essas palavras, Rodolfo já não tinha forças para nada.
Acabara de falecer
Álvaro não acreditava no que estava acontecendo diante de seus olhos. E num momento de desespero grita:
- Não, Rodolfo, você não pode ir agora! Todos nos te esperamos!
Como Álvaro estava demorando para voltar, Estela saiu a procura de seu esposo.
Estela ficou chocada ao ver aquilo tudo, viu a Álvaro chorando e gritando desesperadamente correndo em sua direção.
Estela sem entender direito o que estava acontecendo, diz:
- Amor, o que aconteceu?
Álvaro entre lagrimas e soluços, responde:
- O Rodolfo, o Rodolfo...
Estela abraça a Álvaro e voltam a igreja, cabisbaixos.
Ana os vê chegando e logo pergunta:
- Álvaro?
- Estela?
- O que esta acontecendo, onde esta o Rodolfo, deveria estar aqui a quase quarenta minutos!
Estela abraça a Ana e em prantos diz:
- Ele se foi!
Ana transtornada, sem saber querer imaginar o pior, pergunta:
- O que?
- Como assim?
Álvaro se aproxima a Ana e mostra sua camisa com manchas de sangue.
- Ana, o Rodolfo, o Rodolfo faleceu naquele acidente!
Sem reação, Ana baixa a cabeça e repete o nome de seu falecido noivo duas vezes, uma lágrima escorre por seu rosto e caminha lentamente em direção a multidão.
Ao chegar, vê sobre o asfalto o que sobrou de um carro e ao lado o corpo de Rodolfo sem vida, coberto por uma manta térmica.
Ana entra em estado de choque e rapidamente foi atendida pelos enfermeiros da ambulância que atendia os feridos no acidente.
Todos os convidados abandonaram a igreja e foram ver o que havia ocorrido. Espantados, os convidados voltam a igreja e rezam pela alma de um homem que faleceu minutos antes de seu casamento.
Ninguém tinha motivos para continuar ali. Os convidados deram seus sentimentos à Ana e se foram, mas Álvaro e Estela continuaram até o fim. Aquela noite, Ana passou a noite com Álvaro e Estela. No dia seguinte, todos estavam cansados, pois ninguém dormiu. Estela estava dando apoio a Ana e as imagens de seu melhor amigo agonizando em seus braços não saía da cabeça de Álvaro. Mesmo assim, os três foram preparam o velório de Rodolfo, que merecia ser velado com todo o respeito.
Na mesma tarde do velório, Rodolfo foi sepultado. Ana, grávida de 6 meses não agüentou ficar até o final do sepultamento e teve que ser levada urgentemente ao hospital, sofria ameaça de aborto. Foi internada no hospital por 8 dias, onde foi atendida por médicos, psicólogos, ginecologistas entre outros profissionais do hospital. Ao receber a alta do corpo clinico, voltou a casa de Álvaro e Estela onde passou o resto do tempo de gestação.
As horas passavam, os dias passavam e Ana estava cada vez mais afogada numa depressão. Pouco a pouco com a ajuda de psicólogos, Ana se recuperava lentamente da perda do pai de seu filho.
Uma noite, Estela preparou um belo jantar, onde procurava reanimar a Ana e tentar reincorpora-la ao ritmo de vida que sempre levava. Após o jantar, Ana se sentia um pouco enjoada, pediu licença e foi recostar uns minutinhos. Álvaro estava vendo um filme com Estela na sala quando escutam a Ana gritando.
Ao chegar no quarto de Ana, Estela a vê com contrações, corre e avisa a Álvaro. Os três saem correndo em direção ao hospital.
sábado, 2 de agosto de 2008
Escolha decisiva
Alguns dias antes do casamento, Álvaro recebe uma mensagem no seu celular. Era Rodolfo, dizia que queria vê-lo aquela tarde para tomar uma cerveja e conversar algo muito importante.
Álvaro saiu do trabalho e foi ao encontro de Rodolfo no lugar combinado. Lá chegando, Rodolfo já o esperava.
- Álvaro, que bom que você veio!
Precisava muito falar com você!
Álvaro assustado, pergunta:
- Aconteceu alguma coisa?
Rodolfo e Álvaro começaram a conversar quando Rodolfo confessou à Álvaro que não estava seguro do que estava fazendo em relação ao casamento com Ana. Rodolfo amava a Ana, mas não sabia se seria capaz de manter essa relação por muito tempo. Álvaro como seu melhor amigo o trouxe à razão dizendo:
- Rodolfo, meu amigo!
Você e a Ana se conhecem a mais de oito anos, sempre se deram bem. A Ana te ama e espera um filho seu! Não seria correto da sua parte deixá-la agora! Siga em frente e acabe o que começou, dê uma oportunidade ao seu casamento, talvez você possa se arrepender de fazer o que está pensando! Ana é uma mulher dedicada a tudo o que faz e tenho certeza que ela jamais faria o que você está querendo fazer! Eu entendo o medo que você tem e senti isso antes de me casar com Estela, mas nunca teria coragem de fazer uma coisa assim por que eu a amo e ela é tudo para mim!
Rodolfo abraçou a Álvaro e chorou. Tinha medo dessa nova etapa em sua vida mas não poderia deixar a Ana sozinha nesse momento tão especial. Rodolfo foi embora pensando nas palavras de seu melhor amigo e chegou a conclusão que Álvaro estava certo. Os dias passavam e Rodolfo não dormia, pensando em tudo o que aconteceria em sua vida.
Uma semana havia passado depois daquele dia. Era a véspera do casamento de Rodolfo e Ana.
Nesta noite, Rodolfo suava frio, rolava de um lado a outro na cama, a insônia o atormentava, era impossível não pensar no que iria acontecer na manhã seguinte. Depois de muitas horas Rodolfo adormeceu e sonhou com Ana. Sonhava que Ana estava dando a luz a seu herdeiro enquanto a filmadora não perdia um só momento do parto. Ele presenciava tudo e emocionou-se ao ver nascer seu primeiro filho, era um momento único em sua vida. O despertador tocou e durante alguns segundos, ainda deitado no aconchego solitário de sua cama, Rodolfo lembrou-se das palavras de Álvaro, era o dia mais importante na vida de Rodolfo. Levantou-se, preparou o café, fez a barba, tomou um banho frio, vestiu-se para o casamento e dirigiu-se a igreja onde os convidados o esperavam ansiosos. Rodolfo dirigia seu carro sem rumo pelas ruas da cidade, perdido, sem direção. A hora estava chegando e Rodolfo não poderia desistir. Resolveu então ir diretamente à igreja. Foi correndo pelas ruas da cidade, como se estivesse fugindo de algo.
Quando faltavam poucos metros para chegar os seu destino, Rodolfo já conseguia ver as torres da igreja onde seria celebrado seu casamento. Com o coração apertado, com medo de deixar seus convidados esperando, acelera ainda mais seu carro e a última coisa que ouviu foram freadas secas no asfalto e a buzina de um caminhão.
Todos que estavam próximos ao trágico cenário levaram as mãos a cabeça.
Uns gritavam:
- Meu Deus!
Outros diziam:
- O que aconteceu?
O choque foi tão grande que em poucos minutos a rua foi bloqueada por pedestres curiosos para saber o que havia acontecido. Rodolfo, preso entre as retorcidas barras de ferro sangrava muito.
Seu smoking estava tingido de vermelho com seu próprio sangue. Algumas pessoas estavam fora da igreja esperando pela chegada de Rodolfo. Ana já não agüentava mais esperar a seu noivo.
Neste momento, Álvaro percebe que havia uma multidão nas proximidades da igreja, sem entender nada, liga para o celular de Rodolfo. Liga uma vez e ninguém atende, liga uma segunda vez e nada. Álvaro estava preocupado, pensando no que haviam conversado uma semana atrás. Estela e Álvaro escutam uma ambulância chegando e a multidão abrindo caminho.
A primeira lágrima escorre pela face de Álvaro ao ver um carro parecido ao de Rodolfo, com alguns vidros quebrados e com as rodas tortas. Neste momento Álvaro deixa a Estela e sai correndo em direção a multidão.
Ao chegar, Álvaro vê a Rodolfo agonizando entre as ferragens que até poucos segundos era um carro.
Continua...
Próximo capítulo " O casamento de Rodolfo e Ana - parte II "
Álvaro saiu do trabalho e foi ao encontro de Rodolfo no lugar combinado. Lá chegando, Rodolfo já o esperava.
- Álvaro, que bom que você veio!
Precisava muito falar com você!
Álvaro assustado, pergunta:
- Aconteceu alguma coisa?
Rodolfo e Álvaro começaram a conversar quando Rodolfo confessou à Álvaro que não estava seguro do que estava fazendo em relação ao casamento com Ana. Rodolfo amava a Ana, mas não sabia se seria capaz de manter essa relação por muito tempo. Álvaro como seu melhor amigo o trouxe à razão dizendo:
- Rodolfo, meu amigo!
Você e a Ana se conhecem a mais de oito anos, sempre se deram bem. A Ana te ama e espera um filho seu! Não seria correto da sua parte deixá-la agora! Siga em frente e acabe o que começou, dê uma oportunidade ao seu casamento, talvez você possa se arrepender de fazer o que está pensando! Ana é uma mulher dedicada a tudo o que faz e tenho certeza que ela jamais faria o que você está querendo fazer! Eu entendo o medo que você tem e senti isso antes de me casar com Estela, mas nunca teria coragem de fazer uma coisa assim por que eu a amo e ela é tudo para mim!
Rodolfo abraçou a Álvaro e chorou. Tinha medo dessa nova etapa em sua vida mas não poderia deixar a Ana sozinha nesse momento tão especial. Rodolfo foi embora pensando nas palavras de seu melhor amigo e chegou a conclusão que Álvaro estava certo. Os dias passavam e Rodolfo não dormia, pensando em tudo o que aconteceria em sua vida.
Uma semana havia passado depois daquele dia. Era a véspera do casamento de Rodolfo e Ana.
Nesta noite, Rodolfo suava frio, rolava de um lado a outro na cama, a insônia o atormentava, era impossível não pensar no que iria acontecer na manhã seguinte. Depois de muitas horas Rodolfo adormeceu e sonhou com Ana. Sonhava que Ana estava dando a luz a seu herdeiro enquanto a filmadora não perdia um só momento do parto. Ele presenciava tudo e emocionou-se ao ver nascer seu primeiro filho, era um momento único em sua vida. O despertador tocou e durante alguns segundos, ainda deitado no aconchego solitário de sua cama, Rodolfo lembrou-se das palavras de Álvaro, era o dia mais importante na vida de Rodolfo. Levantou-se, preparou o café, fez a barba, tomou um banho frio, vestiu-se para o casamento e dirigiu-se a igreja onde os convidados o esperavam ansiosos. Rodolfo dirigia seu carro sem rumo pelas ruas da cidade, perdido, sem direção. A hora estava chegando e Rodolfo não poderia desistir. Resolveu então ir diretamente à igreja. Foi correndo pelas ruas da cidade, como se estivesse fugindo de algo.
Quando faltavam poucos metros para chegar os seu destino, Rodolfo já conseguia ver as torres da igreja onde seria celebrado seu casamento. Com o coração apertado, com medo de deixar seus convidados esperando, acelera ainda mais seu carro e a última coisa que ouviu foram freadas secas no asfalto e a buzina de um caminhão.
Todos que estavam próximos ao trágico cenário levaram as mãos a cabeça.
Uns gritavam:
- Meu Deus!
Outros diziam:
- O que aconteceu?
O choque foi tão grande que em poucos minutos a rua foi bloqueada por pedestres curiosos para saber o que havia acontecido. Rodolfo, preso entre as retorcidas barras de ferro sangrava muito.
Seu smoking estava tingido de vermelho com seu próprio sangue. Algumas pessoas estavam fora da igreja esperando pela chegada de Rodolfo. Ana já não agüentava mais esperar a seu noivo.
Neste momento, Álvaro percebe que havia uma multidão nas proximidades da igreja, sem entender nada, liga para o celular de Rodolfo. Liga uma vez e ninguém atende, liga uma segunda vez e nada. Álvaro estava preocupado, pensando no que haviam conversado uma semana atrás. Estela e Álvaro escutam uma ambulância chegando e a multidão abrindo caminho.
A primeira lágrima escorre pela face de Álvaro ao ver um carro parecido ao de Rodolfo, com alguns vidros quebrados e com as rodas tortas. Neste momento Álvaro deixa a Estela e sai correndo em direção a multidão.
Ao chegar, Álvaro vê a Rodolfo agonizando entre as ferragens que até poucos segundos era um carro.
Continua...
Próximo capítulo " O casamento de Rodolfo e Ana - parte II "
Escolha decisiva
Num belo dia de tormenta, o céu estava coberto por nuvens negras, os raios e relâmpagos rasgavam a imensidão do céu escurecido, o mar rugía forte, as ondas quebravam violentamente sobre as rochas demonstrando a fúria do mar, os trovões soavam fortemente, o vento soprava em todas as direções sem pedir licença e a chuva interminável tomava conta das ruas da cidade. Entre o som dos trovões e da chuva caindo no telhado escutava-se o choro de um bebê. Nascia Alberto, um bebê gerado com muito amor, carinho e todos os cuidados que um casal possa ter com uma gravidez.
Alberto nasceu forte, bonito e saudável. Era o orgulho de seus pais Álvaro e Estela.
Álvaro, como pai de primeira viagem, dava excesso de cuidado ao seu primeiro filho, que um dia se tornaria um grande homem.
Estela, por sua vez, também como mãe inexperiente, mimava seu bebê durante todo o dia.
Álvaro e Estela se sentiam muito felizes por viver essa experiência nova de serem pais.
Rodolfo era um grande amigo de infância de Álvaro. Ana, a noiva de Rodolfo estava esperando um bebê e contava os dias para seu casamento. Estela e Ana passaram vários dias juntas comprando as roupinhas para seus filhos e conversando sobre suas vidas de antes e depois do casamento. Os dias passaram, Alberto já estava quase cumprindo um mês de vida quando Rodolfo e Ana se casaram...
Continua...
Próximo capitulo " O casamento de Rodolfo e Ana "
Alberto nasceu forte, bonito e saudável. Era o orgulho de seus pais Álvaro e Estela.
Álvaro, como pai de primeira viagem, dava excesso de cuidado ao seu primeiro filho, que um dia se tornaria um grande homem.
Estela, por sua vez, também como mãe inexperiente, mimava seu bebê durante todo o dia.
Álvaro e Estela se sentiam muito felizes por viver essa experiência nova de serem pais.
Rodolfo era um grande amigo de infância de Álvaro. Ana, a noiva de Rodolfo estava esperando um bebê e contava os dias para seu casamento. Estela e Ana passaram vários dias juntas comprando as roupinhas para seus filhos e conversando sobre suas vidas de antes e depois do casamento. Os dias passaram, Alberto já estava quase cumprindo um mês de vida quando Rodolfo e Ana se casaram...
Continua...
Próximo capitulo " O casamento de Rodolfo e Ana "
quinta-feira, 31 de julho de 2008
Hoje foi o penúltimo dia de férias do Duque. Ele aproveitou bem o dia. Dormiu até as 10:40, acordou com o sol na cara por que dormiu com a janela aberta, fez a barba, tomou banho e foi tomar o café da manhã. Enquanto tomava seu café, via as noticias do dia na Internet. Logo, saiu pra fazer umas coisas que estavam pendentes de serem feitas e voltou para casa quando já eram quase as 16:00. Almoçou e foi dormir, sem perceber, dormiu até as 20:00. Ficou sem sono e foi outra vez para a internet falar com o Conde, mas ele nao estava On Line este dia, na verdade, todos de sua lista estavam Off Line. Ficou organizando umas fotos da ultima viagem e escutando musica ( Placebo e Rammstein ). Escreveu um post e como o dia foi 'estressante', aproveitou o resto da noite para dormir.
O Duque estava desanimado, nao tinha vontade de escrever.
Seu blog estava sem vida, parado no tempo.
Até que hoje ele conheceu os recursos oferecidos aqui.
Parece que ele se animou e voltara a escrever diariamente seus contos da vida cotidiana aqui neste novo blog.Agora nos resta esperar, pois o Duque esta de ferias e só voltará em 2 dias!
Seu blog estava sem vida, parado no tempo.
Até que hoje ele conheceu os recursos oferecidos aqui.
Parece que ele se animou e voltara a escrever diariamente seus contos da vida cotidiana aqui neste novo blog.Agora nos resta esperar, pois o Duque esta de ferias e só voltará em 2 dias!
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