sábado, 9 de agosto de 2008

Escolha decisiva

Estela prepara a maleta de Ana e Álvaro sai a procura da chave do carro sem encontra-la. Estela se lembra que Álvaro tinha uma cópia da chave do carro em alguma das gavetas da mesa do escritório. Álvaro desce correndo as escadarias, descendo do quinto andar até a garagem, pois o elevador estava desativado para manutenção naquele dia.

Ao chegar na garagem quase sem fôlego, Álvaro se depara com seu carro e dois pneus furados. Não havia tempo para trocá-los.

Álvaro sai desesperado na rua a procura de um táxi, a lua vigiava a noite fria de inverno de uma cidade vazia. Após quase uma hora procurando um táxi sem sucesso, Álvaro decide chamar uma ambulância. Correu alguns quilômetros e ao chegar na portaria percebeu que durante a corrida havia perdido as chaves de casa.

Álvaro desesperado, ao chamar pelo interfone, escuta a sirene de uma ambulância que vinha rapidamente em sua direção. Ao ver o veiculo aproximar-se, sinaliza com a mão para que o ajudassem mas a ambulância passou diretamente, sem sequer dar atenção a Álvaro. Já haviam passado duas horas, Ana já não suportava a situação e desceu para a rua por sua própria vontade. Estela saiu correndo atrás de Ana, mas já era tarde. Enquanto Ana descia as escadas, escutava a Estela chamar por seu nome e ao girar-se, tropeçou nos degraus da escada, caindo inconsciente ao chão.

Estela, chama ao celular de Álvaro, estava sem bateria. Neste momento, Estela deixa a Alberto sozinho em casa, desce as escadas e quando estava chegando ao segundo andar vê a Ana caída e inconsciente. Desesperada, acorda a Antonio, um vizinho que era seu amigo e sem pedir licença, entra em sua casa e implora por sua ajuda.

Antonio não tinha carro, mas assim mesmo ofereceu sua moto para que Álvaro a levasse ao hospital. Álvaro, sem saber o que fazer, salta o muro da rua para dentro do pátio do prédio e ao subir a sua casa encontra a Estela e Antonio. Sem saber o que estava acontecendo, pergunta o que Estela estava fazendo na casa de Antonio a essa hora. Neste momento, Álvaro olha para trás e vê a Ana no chão. Corre em direção a Ana e a pega nos braços.

Desce as escadas e ao chegar na portaria, teve a sorte de encontrar a Julio um vizinho que chegava com seu carro. Álvaro corre a ele e pede ajuda. Julio acabara de sair de uma festa e estava bêbado. Álvaro sem dar explicações, deixa a Ana no assento do passageiro, retira a Julio do volante passando-o ao assento traseiro. Álvaro entra no carro e vai diretamente ao hospital.

Chegando ao hospital, Ana foi prontamente atendida pelos enfermeiros e levada urgentemente ao centro cirúrgico. Álvaro chama ao celular de Estela desde um telefone publico informando que já estava no hospital com Ana e que estava tudo bem.

As horas passavam, a noite era cada vez mais fria e Álvaro já estava cansado, sem forças. Sentou-se numa cadeira e cochilou.

Quando já amanhecia o dia, Álvaro foi acordado por uma enfermeira do hospital que atendeu a Ana assim que havia chegado.

A enfermeira não trazia um sorriso no rosto. Chegou a mim e perguntou se eu era o pai e marido de Ana. Álvaro responde que era um amig da família. A enfermeira pediu para que o acompanhasse ao berçário, onde através dos vidros podia ver ao filho de Ana e Rodolfo dormindo entre vários outros bebes.

Álvaro emocionou-se ao ver o filho de seu melhor amigo que acabara de nascer. Em seguida, se aproxima um médico vestido de branco, com touca, mascara e luvas, pára-se ao lado de Álvaro e comenta:

- Seu filho está dormindo tranqüilamente ali! – Afirma o médico!

Álvaro logo responde:

- Não doutor, não é meu filho!
- Ele é filho de um amigo meu que morreu num acidente ha pouco tempo atrás e sua mulher esta internada aqui, eu a trouxe essa noite para cá!

O médico, desconcertado diz:

- Álvaro, a Ana chegou ontem a noite aqui varias horas depois de haver entrado em trabalho de parto. Chegou desmaiada devido a um forte golpe na cabeça. O parto foi complicado pois Ana estava em estado grave. O bebê nasceu saudável, mas o quadro clinico de Ana está complicado!

Álvaro, chocado com o que ouviu pergunta:

- Doutor, a Ana corre algum risco de vida?

O médico responde:

- A Ana teve algumas fraturas no crânio, pernas e tórax devido a uma queda, provavelmente em alguma escada. Está em estado de coma e as possibilidades de vida estão a quinze por cento.

Álvaro não pode vê-la. Neste momento, chama ao telefone de sua casa e comunica o ocorrido a Estela. Ao ouvir a noticia, as lagrimas...

Um comentário:

Arlequina disse...

Olá Sr Duque
Vim do blog do Conde para cá e gostei muito do seu, muito bom! Estou acompanhando ansiosa a sua loooooooonga escolha decisiva.

Beijão
Gina - http://palitogina.blogspot.com